28 dezembro, 2009

EUA foram avisados sobre ataque por pai de nigeriano

 

Autoridade diz que não há indícios de relação entre jovem e o grupo Al Qaeda

 

Frank Gunn


Demora. Medidas de segurança extra atrasaram o embarque para os EUA no Canadá e na Inglaterra

O governo dos EUA ampliou a segurança aérea no país enquanto procura respostas para saber como o nigeriano Omar Farouk Abdulmutallab, 23, conseguiu driblar o sistema de segurança e entrou com um explosivo em um avião que ia da Holanda para os Estados Unidos. Isso, um mês depois que o pai do acusado advertiu funcionários dos EUA sobre preocupações com as crenças religiosas de seu filho.
Abdulmutallab chamou a atenção da inteligência do país quando seu pai foi à embaixada dos EUA em Abuja, na Nigéria, expressar sua preocupação com o rapaz. Alhaji Umaru Mutallab, ex-presidente de um dos bancos mais importantes da Nigéria, também alertou às autoridades de seu país.
O governo dos EUA criou no mês passado um arquivo para Abdulmutallab na central de inteligência, mas não havia informação suficiente para impedi-lo de embarcar em aviões, de acordo com autoridades.
Ontem, a secretária de Segurança Nacional dos EUA, Janet Napolitano, disse não haver indícios de que a tentativa de atentado de Abdulmutallab faça parte de um plano terrorista mais amplo. Ela se recusou a informar se o jovem possui ligações com a Al-Qaeda, alegando que as investigações ainda estão em curso.
Janet afirmou que, embora Abdulmutallab tenha embarcado com explosivos na aeronave, a aviação comercial é segura. Ela acrescentou que os EUA estão revisando as regras atuais a respeito da composição das listas usadas para identificar pessoas que podem representar ameaça à segurança. Também disse que estão sendo revistos os procedimentos de segurança utilizados em Amsterdã, onde o nigeriano embarcou com destino aos EUA.
No sábado, autoridades indiciaram Abdulmutallab pela tentativa de explodir o avião acionando um dispositivo preso ao seu corpo.
O suspeito, que com queimaduras estava num hospital em tratamento, foi rendido por passageiros e pela tripulação de avião da Northwest Airlines, da Delta Air Lines, com 300 pessoas a bordo. A primeira aparição de Abdulmutallab em corte norte-americana está prevista para hoje.
Outro nigeriano gera distúrbio em voo, mas caso é esclarecido
Wshington, EUA. 0utro nigeriano que provocou ontem distúrbios em um voo da Northwest Airlines que ia de Amsterdã para Detroit está sob custódia do FBI, mas o caso não é muito mais do que um mal-entendido, disseram autoridades de Michigan.
O homem, que pode ter passado mal, foi diversas vezes ao banheiro antes de o avião aterrissar, disseram as autoridades, provocando suspeitas entre a tripulação. Ele não teria respondido às perguntas que lhe foram feitas enquanto estava no banheiro e a equipe da aeronave então teria contactado as autoridades de segurança pedindo que elas se dirigissem ao avião assim que ele aterrissasse.
Membros do FBI afirmaram que o caso está totalmente esclarecido e que não se trata de ameaça.

Fonte:O Tempo/MG

27 dezembro, 2009

Congonhas Vale Ouro

 

Para ampliar seus voos no aeroporto paulistano, a TAM compra empresa endividada e reduz ainda mais a concorrência em um mercado já concentrado

 

Divulgação


Duopólio: Agora, além das líderes, só a pequena OcenAir pode oferecer voos em Congonhas

Encravado no coração de São Paulo, a apenas oito quilômetros do marco zero da cidade, o Aeroporto de Congonhas é um verdadeiro e inesgotável pote de ouro para as companhias aéreas brasileiras. Por ano, mais de 13 milhões de passageiros – a maior parte deles viajando a negócios – cruzam o tradicional salão de piso quadriculado, o que lhe confere o status de segundo aeroporto mais movimentado do Brasil, perdendo apenas para o de Guarulhos. Das dez rotas mais lucrativas do País, seis estão no aeroporto construído na então distante Vila Congonhas, nos idos de 1936. Foi por números como esses que a TAM, dona de mais de 45% do mercado nacional, aceitou desembolsar R$ 13 milhões em dinheiro por uma quase falida companhia aérea regional, a Pantanal, que tem apenas três aeronaves de médio porte, meia dúzia de destinos para o interior de São Paulo, Minas Gerais e Paraná e responde por apenas 0,16% dos passageiros transportados no País. Além de uma dívida de mais de R$ 70 milhões, a TAM também herdará 196 vagas de pousos e decolagens semanais no superlotado aeroporto, o que lhe garantirá superioridade em Congonhas e, junto com a Gol, consolidará de vez o duopólio no aeroporto. Juntas, as duas companhias serão donas de 96% das vagas de pousos e decolagens por lá.
O que significa ainda menos concorrência e, por certo, prejuízo ao consumidor, que já tinha poucas opções, Apesar de afirmar que pretende ter uma nova unidade de negócios voltada para a aviação regional como resultado da aquisição da Pantanal, poucos acreditam que a verdadeira intenção da TAM com o negócio fechado na semana passada seja, de fato, apostar suas fichas em destinos pouco rentáveis, como Bauru (SP), Juiz de Fora (MG), Maringá (PR) ou a pujante Araçatuba (SP). “Os slots (as autorizações de pouso e decolagem, na linguagem de quem trabalha no ramo) são a única coisa que interessa na Pantanal. Sem eles ninguém pagaria milhões de reais por uma empresa que não tem conseguido nem ao menos operar os voos a que tem direito”, afirma um consultor em aviação civil. A tendência é de que a TAM utilize boa parte desses espaços para operar voos mais rentáveis e com maior demanda, já que não há espaço para ampliação do número de pousos e decolagens em Congonhas. Depois do acidente com o voo 3054 da TAM em julho de 2007, quando 199 pessoas morreram após o avião não conseguir parar no aeroporto, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) reduziu as operações em Congonhas. Desde então o aeroporto só pode ser utilizado para voos diretos e há um limite de 30 voos por hora. Com isso, as companhias se viram obrigadas a transferir parte de suas operações para o distante aeroporto de Guarulhos. No Brasil, cerca de 85% do faturamento das companhias aéreas vem dos chamados turistas de negócios, pessoas que estão viajando a trabalho e com as passagens pagas por suas companhias, em geral com tarifas mais elevadas do que as vendidas a turistas comuns.
Por sua localização, Congonhas é estratégico nesse segmento. “Os slots da Pantanal têm um valor quase incalculável, interessam a todo mundo”, diz André Castelini, analista do setor da consultoria Bain & Company. Além dos ganhos financeiros, a compra da Pantanal pela TAM atende a um outro objetivo, este mais estratégico. Ao garantir para si os espaços da empresa, a companhia fundada por Rolim Amaro fecha ainda mais o cerco contra a Azul, companhia fundada por David Neeleman, criador da americana Jet Blue, e que já conquistou 4,5% do mercado brasileiro com um ano de operação. Sem espaço disponível para operar em Congonhas, a Azul está utilizando o Aeroporto de Viracopos, em Campinhas, a 100 quilômetros de São Paulo, como sua base de operação em São Paulo. “A verdade é uma só: são todos unidos contra a Azul”, diz um diretor do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas.
“O espaço que a Pantanal tem em Congonhas é muito valioso, todos querem”
André Castelini, consultor
Por conta das dificuldades enfrentadas pela Pantanal em cumprir seus voos, a Anac havia marcado para fevereiro o leilão de 61 das 196 autorizações de pousos e decolagens da Pantanal. Todas as empresas poderiam concorrer A Pantanal entrou na Justiça para impedir o leilão e o negócio com a TAM estaria condicionado à não redistribuição dos espaços. Até agora nada foi decidido e caberá à própria Anac autorizar ou não o negócio. A tendência, acreditam analistas do setor, é de que dificilmente a agência dificulte os planos da TAM. Se isso de fato ocorrer, o duopólio existente no setor aéreo brasileiro tende a acentuar-se ainda mais. Com o sistema aeroportuário sufocado, há pouco espaço físico para novos concorrentes ganharem musculatura e enfretarem as líderes. “As passagens nos horários de voo da OceanAir já são mais baratas na TAM e na Gol. Quem vai defender a concorrência?”, questiona o consultor Paulo Sampaio. A esta pergunta cabe apenas à Anac responder.

Fonte:Isto É/SP

26 dezembro, 2009

Explosão em voo foi terrorismo, diz fonte da Casa Branca

 

Uma fonte da Casa Branca afirmou, nesta sexta-feira, que a explosão registrada em um voo da companhia Northwest Airlines, que pertence à Delta Airlines, foi uma tentativa de um atentado terrorista. Outros oficiais não identificados, citados pela agência de notícias AP, afirmaram que um passageiro nigeriano disse ter agido em nome da Al-Qaeda ao tentar explodir a aeronave.

 

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Segundo funcionários de departamentos de inteligência dos Estados Unidos, o explosivo era feito de uma mistura de pó e líquido, mas falhou quando o passageiro tentou detoná-lo. O deputado republicano Peter King identificou o suspeito como Abdul Mudallad. King disse que o voo começou na Nigéria, passou por Amsterdam e tinha Detroit como destino final.

Inicialmente, havia sido divulgado que um passageiro teria explodido fogos de artifício quando o avião, que partiu de Amsterdam, se preparava para pousar em Detroit. O passageiro foi preso preventivamente e é tratado por queimaduras sofridas durante a explosão, segundo boletim médico obtido pela rede de TV CNN. A emissora informou ainda que o presidente americano, Barack Obama, que está de férias no Havaí com a família, já foi informado por telefone do incidente e pediu que sejam aumentadas as precauções em todos os voos.

Fonte:Terra

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