03 agosto, 2010

TAP transporta 5 milhões de passageiros nos primeiros sete meses do ano

 

De janeiro a maio deste ano, o número de passageiros das linhas do Brasil aumentou 31 por cento, o que se traduziu num total de cerca de 546 mil passageiros transportados.

 

 

Brasília - A companhia aérea portuguesa TAP transportou nos primeiros sete meses do ano 5 milhões de passageiros, o que corresponde a crescimento de 5,9%, comparando com o mesmo período do ano passado.
No mês de julho, de acordo com comunicado da empresa aérea, voaram nos aviões da TAP 940.710 passageiros.
“A TAP não teve em 2010 qualquer aumento da sua frota, pelo que, com o aumento de tráfego verificado, foi possível atingir 80% de taxa de ocupação em julho e um acumulado de 72,6% no ano, contra 73,3% e 65,9% em 2009, respectivamente”, informa a empresa, que tem no Brasil um dos seus principais destinos.
De janeiro a maio deste ano, o número de passageiros das linhas do Brasil aumentou 31 por cento, o que se traduziu num total de cerca de 546 mil passageiros transportados.
No início de julho, a TAP inaugurou a linha aérea entre Campinas e Lisboa com três frequências semanais, aumentando para 17 o número de voos semanais operados pela transportadora aérea portuguesa entre o estado de São Paulo e a Europa.
Com a inauguração da nova linha, a TAP elevou para 70 o número de voos semanais entre o Brasil e a Europa, partindo agora de nove cidades, nomeadamente Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Fortaleza, Natal, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Fonte – Portugal Digital

Funcionários da Gol decidem fazer greve no dia 13

Eles reivindicam melhores salários, plano de saúde, fim do excesso de jornada e do assédio moral.

Gol

Brasília - Trabalhadores da companhia aérea Gol marcaram uma paralisação de 24 horas para o próximo dia 13. Eles reivindicam melhores salários, plano de saúde, fim do excesso de jornada e assédio moral.
A presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA), Selma Balbino, disse que a iniciativa dos funcionários, além de ser resultado dos problemas internos da Gol, também está relacionada à lenta fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Agência Nacional em Aviação Civil (ANAC).
"Não podemos esquecer que as multas aplicadas pelo MTE e ANAC são tão baixas, que acabam se tornando um incentivo ao desrespeito à legislação trabalhista e à regulamentação profissional", afirmou, segundo a Agência Estado.

Fonte - Portugal Digital - Brasil/Portugal

02 agosto, 2010

O avião do futuro


Sonhadores imaginam poltronas adaptáveis e fuselagens transparentes; pesquisadores trabalham em aeronaves que consumam menos combustível e sejam mais silenciosas

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Poltronas feitas de fibras de plantas capazes de mudar de formato para melhor acomodar o passageiro, fuselagens transparentes que oferecem visão de 360 graus, motores que aproveitam até o calor dos passageiros para economizar combustível. Sem compromissos com a viabilidade, essas são algumas ideias que vêm voando pela cabeça de futuristas e inventores. Pesquisadores mais sérios vão atrás de projetos que respondam a um desafio que a Nasa lança em uma área do seu site dedicada a crianças: desenvolva uma aeronave que seja capaz de voar, carregue determinada quantidade de passageiros, tenha um custo compatível, possua autonomia para percorrer o trajeto planejado, tenha um tamanho compatível com a sua função e colabore para a diminuição do tráfego terrestre. Tudo isso, claro, sem colocar nem uma vida humana em risco. Com algumas adaptações, esse desafio repousa sobre as mesas das maiores empresas de aviação e tecnologia do mundo.
Evolução
Os motores de hoje consomem 75%
menos que os similares de 40 anos atrás
Além do problema de transportar cada vez mais gente com um mínimo de conforto, o avião do futuro tem de satisfazer demandas econômicas e ambientais típicas do século XXI. Ou seja, deve consumir o mínimo possível, ser silencioso e aproximar de zero a sua pegada de carbono. Não é tarefa das mais fáceis, até porque lida com questões como os princípios físicos da propulsão e decolagem, que, para azar dos projetistas, são imutáveis. Assim, a estratégia média tem sido desenvolver protótipos que ataquem um problema de cada vez.
Para combater a ditadura do design formado por um cilindro com asas nas laterais, pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveram dois conceitos: o D e o H. Mas a maior inovação ficou por conta da transferência dos motores de debaixo das asas para o fundo da aeronave, em um sistema de propulsão batizado de BLI (Ingestão na Camada Limite, em português). Com ele, espera-se reduzir o consumo em até 70%. E como se dá o milagre? Os aviões atuais duelam contra correntes de vento velozes na direção contrária. Motores montados na popa recebem correntes com velocidade atenuada pelo atrito contra a própria fuselagem, o que exige um esforço menor para gerar o impulso de ir adiante. “O único senão é que o nosso protótipo é 10% mais lento que um Boeing-737, o que é compensado com sobras pela queda de consumo”, diz Mark Drela, professor do MIT e um dos responsáveis pelo projeto.
Apesar de ainda não ser o ideal, o consumo é o aspecto que mais evoluiu na história da aviação. As aeronaves atuais bebem apenas 25% do querosene que os seus similares consumiam há 40 anos. Mas a possibilidade de estender ainda mais o aproveitamento da cadeia desse combustível está no limite. Por conta disso, os criadores do avião do futuro pesquisam novos compostos.

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Como acontece nos carros, o Brasil está uma curva adiante no uso de biocombustíveis na aviação. Desde 2008, o Ipanema da Embraer mantém-se no ar com a sua barriga abastecida de etanol. “O problema é que esse combustível queima rápido e ainda não possibilita voar por muitas horas. Por isso, o Ipanema é bastante usado em fazendas. O sujeito levanta voo, dedetiza e volta”, diz Frederico Curado, presidente da Embraer. Experiência parecida vem sendo desenvolvida pela EADS, conglomerado que controla a Airbus. Seus pesquisadores estão usando biodiesel de algas para fazer voar aviões austríacos Diamond DA42.
Outro projeto inspirado pelos automóveis é o Sugar Volt (Projeto de Aeronave Subsônica Ultraverde, em português). Como o Toyota Prius, o sistema de propulsão alterna motores a combustão e elétricos. O problema: as baterias são pesadas. A aposta da autora do protótipo, a Boeing, é de que será criado um sistema capaz de guardar o máximo de energia numa superfície menor e mais leve de lítio. Em termos de combustíveis alternativos, o avião SolarImpulse não tem de esperar pelo futuro. Criado pela fábrica de relógios Omega, provou que é possível armazenar energia solar e voar até a noite.
Enquanto esses combustíveis revolucionários seguem em teste e as ideias do primeiro parágrafo deste texto são um sonho, a aeronave que mais atende a uma parte considerável das demandas do futuro é o Airbus A380. Com seus dois andares, leva até 853 passageiros de uma vez, o que faz dele a única aeronave que queima menos de três litros de querosene por passageiro a cada 100 quilômetros. Em 1985, a média era de oito litros. Talvez, no lugar dos modelos de desenho arrojado, os céus do futuro possam ficar repletos de beliches voadores.

Fonte - Isto É - SP

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