09 novembro, 2009

O que pode derrubar um avião

 

Apesar de ser reconhecido como um dos meios de transporte mais seguros do mundo, a cada tragédia o avião é colocado em xeque

Por que eles caem?

  • O que pode derrubar um avião

Sempre que ocorre um desastre aéreo de grandes proporções, surgem discussões e debates sobre até que ponto é seguro viajar de avião. No mês de junho, o assunto voltou à tona, com a queda do A330-200 da Air France que fazia a rota Rio de Janeiro-Paris. No fatídico voo 447 estavam 228 pessoas, que tiveram as suas vidas ceifadas a bordo de uma das aeronaves mais modernas do mundo. As causas do acidente ainda são muito discutidas, porém, até agora, pouco foi esclarecido.

Uma semana antes, um incidente havia movimentado a aviação brasileira: uma turbulência severa atingiu um A330-200 da TAM, que vinha de Miami, Estados Unidos, causando ferimentos em 21 passageiros.

Todos os acidentes aeronáuticos ganham proporções monstruosas, devido, principalmente, ao número alto de pessoas envolvidas em cada um deles. Qualquer anormalidade em um voo comercial consegue receber um destaque na mídia. “O desastre aéreo causa uma enorme comoção. Cada passageiro tem a sua história. Existem ainda aqueles que não embarcaram em um voo fatídico e continuam vivos. É um tipo de reportagem que trabalha com a emoção”, analisa Ernesto Klotzel, engenheiro de voo e jornalista especializado em aviação.

Entretanto, o assunto vai além das manchetes diárias e especulações. Mas, afinal, por que, de tempos em tempos, o avião cai? A reposta é bastante complexa.

A explicação para tragédias como a do Airbus da Air France dificilmente é objetiva e está em um único motivo. Há sempre um conjunto de fatores que elucidam um desastre desse porte. A maioria dos sistemas eletrônicos embarcados nos jatos comerciais trabalha em uma lógica redundante. Isto é, se um deles falhar, ainda resta outro. Mesmo assim, com toda a tecnologia empregada, ela não está imune a catástrofes.

Existem várias situações que podem causar um acidente aéreo. Muitos acreditam que a turbulência é uma delas. Ela se divide em três categorias: leve, moderada e severa. Apesar de ser prevista pelo radar, que indica o melhor desvio a ser feito, esse fenômeno pode causar muitos imprevistos. Em lugares específicos, como a Zona de Convergência
Intertropical, em determinadas épocas do ano, há formações de muitas áreas de instabilidade, dificultando a manobra do piloto. “Acredito que uma turbulência pode derrubar um avião. Dependendo da intensidade, ela pode danificar a estrutura da aeronave”, afirma Klotzel.

Para o piloto Décio Correa, uma turbulência severa pode causar um dano estrutural monstruoso, principalmente se for composta de uma formação de gelo. “Além disso, temos as correntes ascendentes e descendentes, que pode desde arrancar uma asa ou até partir uma fuselagem. Não descarto a possibilidade de isso ter acontecido com o Airbus da Air France.”

Klotzel relembra um acidente ocorrido com um A300 da American Airlines, em novembro de 2001, que caiu inexplicavelmente em Nova York, matando 262 pessoas. As investigações indicaram que a aeronave foi atingida duas vezes pela turbulência provocada por um Boeing 747 da Japan Airlines, que havia decolado pouco antes da mesma pista. Os manches se movimentaram erroneamente e a aeronave balançou bruscamente segundos antes de cair. As caixas-pretas mostraram o comandante e o copiloto mencionando um problema com turbulências.

O engenheiro alerta que, em qualquer tipo de turbulência, o primeiro procedimento a tomar é desligar o piloto automático. Dependendo da intensidade, ele se desconecta naturalmente. “Se o computador observa algum desequilíbrio, ele quer corrigi-lo imediatamente. Isso pode criar complicações", aponta.

Com o piloto automático desligado, o comandante é obrigado a controlar o avião no braço. “É preciso ter bastante cuidado. Não é fácil voar a 40 000 pés em um ambiente com um ar muito rarefeito, tentando suportar as rajadas de vento.”

Um dos grandes temores para os pilotos é a CAT – Clear Air Turbulence –, pois não aparece no radar. “Esse fenômeno surge de repente. Já houve casos de aviões que despencaram até 11 000 pés”, relata Correa.

Segundo Luis Bassani, ex-comandante da Varig e autor do livro O mundo do avião, a turbulência de céu claro é comum em voos vindos Argentina e Chile.“São ventos fortes que ficam batendo no avião. A melhor solução é mudar de nível”, comenta.

O Statistical Summary of Commercial Jet Airplane Accidents, estudo aprofundado da Boeing sobre o assunto, revela que o maior número de acidentes ocorre durante a decolagem e o pouso. De 1998 a 2007, 79% dos acidentes comerciais ocorreram em uma dessas fases do voo. “Nesses momentos, o avião está próximo ao solo e o piloto tem pouco tempo para reagir a alguma anormalidade. Ocorre muito aquilo que chamamos de aproximação desestabilizada. Às vezes, a aeronave não está alinhada com a pista ou traféga a uma velocidade inadequada”, comenta Correa.

Na decolagem, o perigo é quando ocorre um problema em um dos motores, pois, nesse momento, é necessário obter deles o máximo de potência para subir e ganhar altura. Até mesmo um pneu estourado pode se tornar um risco para todos os passageiros a bordo “Em uma pane, o tempo para tomar alguma decisão é muito curto”.

O que também tem preocupado pilotos e fabricantes é a colisão com pássaros em voo, pois pode causar sérios danos aos motores. Recentemente, um A320 da US Airways, com 155 pessoas a bordo, fez um pouso de emergência no rio Hudson, em Manhattan, Nova York, após se chocar com um bando de gansos. “Há vários casos desse tipo e, nos últimos anos, têm ganhado mais notoriedade. É uma situação muito séria e que tranquilamente derruba uma aeronave”, diz Bassani.

Durante o voo, uma eventual perda dos sistemas eletrônicos pode ser fatal, porque, com a ausência de dados como indicação de velocidade de altitude, a desorientação aeroespacial é imediata. “Isso faz com que o avião fique suscetível a uma colisão com algum obstáculo, como uma cadeia de montanhas”, exemplifica Klotzel.

Quando a aeronave está em altitude de cruzeiro, o comandante passa a maior parte do tempo apenas gerenciando a operação. Conforme o relatório da Boeing, apenas 9% dos acidentes aconteceu nessa etapa do voo de 1998 a 2007. Ou seja, tragédias como a do A330-200 da companhia aérea francesa, que voava a aproximadamente 40 000 pés de altura, são consideradas raras.

Diferentemente de situações como pouso e decolagem, ao sinal de alguma ameaça, em uma altitude elevada há tempo para analisar com cuidado e tomar a melhor decisão. No entanto, não há garantias da ausência de imprevistos. “Raramente pode surgir uma eventual fumaça que no momento é impossível saber a causa. Entretanto, pouca coisa pode acontecer nessa fase”, aponta o especialista.

Segurança na Aviação Civil

 

A ANAC lançou uma campanha que alerta pilotos , mecânicos , passageiros e proprietários de aeronaves particulares, agrícolas e de táxi aéreo para fatores que contribuem para a elevação dos níveis de segurança operacional. Serão divulgados cinco cartazes em aeródromos onde opera a aviação agrícola e geral , escolas e aeroclubes. Estes cartazes trazem dicas sobre planejamento de voo, manutenção, treinamento e reciclagem de pilotos, condições meteorologicas e táxi aéreo pirata (aeronaves particulares fazendo transporte público sem autorixação da ANAC, com o consentimento dos passageiros, e sem os requisitos necessários de segurança). O lema da campanha é " Segurança:depende de você".

07 novembro, 2009

Gol inova com novo sistema de gestão de operações aéreas

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A GOL será a primeira empresa aérea brasileira a contar um sistema para comunicação e gestão de suas operações com cobertura global, pela rede de satélites Iridium. A tecnologia permite a troca de informações - por meio de mensagens de texto e voz, em tempo real -, sendo associada ao seu sistema ACARS (Aircraft Communications Addressing and Reporting System) e utilizada como ferramenta de administração operacional da companhia.

O ACARS via Iridium trará diversos benefícios à companhia: reforço de confiabilidade e segurança operacional, maior controle da performance de aeronaves em voo, além da redução e controle de custos, por meio da redução de peso das aeronaves e maior agilidade na gestão diária da malha aérea. “Esse tipo de comunicação antecipa futuras tendências para gestão do espaço aéreo”, preconiza o Comandante Fernando Rockert de Magalhães, Vice-presidente Técnico da GOL. “Será cada vez mais comum que a comunicação entre cockpit, coordenação de voo nas empresas aéreas e controladores de tráfego aéreo seja feita por um conjunto de mensagens de texto e voz, pois isso traz ganhos para a segurança e para a gestão de custos”, revela.
A constelação de satélites Iridium é eficaz em 100% do globo terrestre, garantindo confiabilidade e precisão para a comunicação entre as diferentes partes que compõem o sistema aéreo. O dispositivo incrementará os recursos para integração das equipes técnicas da companhia, no comando das aeronaves e em terra, de maneira a complementar a já tradicional comunicação via rádio. Também acoplado ao ACARS da GOL, um outro sistema permitirá a troca de mensagens de texto com o controle de tráfego aéreo, que da mesma forma funcionará como complemento à comunicação de voz por rádio.
Além dos benefícios para a segurança operacional, o ACARS via Iridium da GOL conferirá à companhia mais agilidade e flexibilidade para gerir suas operações diariamente, pelo envio de dados em pleno voo. “Teremos acompanhamento em tempo real dos principais dados das aeronaves, como distância percorrida, tempo restante de voo e nível de combustível”, revela o Comandante Adalberto Bogsan, Diretor de Controle de Operações da GOL. “A partir dessas informações, poderemos atuar de maneira mais precisa e ágil nas alterações e trocas de programação das aeronaves e na operação da malha aérea, contribuindo para mantermos os mais altos níveis de pontualidade e regularidade”, explica o diretor.
Outra vantagem é que, com o novo ACARS, a GOL reduzirá o peso de suas aeronaves, com a introdução novas tecnologias para armazenagem de dados em substituição ao conjunto de manuais em papel atualmente embarcado em todos os voos. “Menos peso, mais eficiência no consumo de combustível”, lembra o Comandante Rockert. “A adoção do novo sistema reitera nossa prioridade de gestão à segurança das operações, ao mesmo tempo em que nos dá mais ferramentas para garantir eficiência operacional e, consequentemente, melhor controle de custos”, completa.
Ao invés de uma coleção de livros, os pilotos contarão com o Electronic Flight Bag, que funciona como uma verdadeira biblioteca eletrônica portátil a bordo, de fácil manuseio e interface amigável. Trata-se de um dispositivo de última geração, que permite atualização em tempo real, para todas as equipes envolvidas, a cada vez que a companhia realizar revisões de procedimentos operacionais.
O conjunto de equipamentos e softwares foi exaustivamente testado nos laboratórios da Avionica, empresa norte-americana fornecedora do sistema, com sede em Miami (EUA). Também o sistema foi amplamente testado nas áreas operacionais da GOL e será instalado a partir de janeiro do próximo ano nas aeronaves da companhia, na medida em que forem enviadas para passar por procedimentos habituais de revisão em seu Centro de Manutenção, em Confins (MG). Certificado pela ICAO (International Civil Aviation Organization), em 2008, o sistema foi incluído entre os Standards and Recommended Practices, conjunto de medidas não obrigatórias - mas recomendadas - pelo o órgão que rege a aviação globalmente.

BEM VINDOS ao BLOG RUNWAY14 SBFL

O Blog MARCELO FLN lhes dá as boas vindas e agradece pelo acesso à página. Diáriamente estarei postando fotos e notícias relacionadas à aviação de forma geral,oportunidades de carreira na aviação,e vídeos exclusivos.
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