15 janeiro, 2010

Avião da FAB levando 17 toneladas de mantimentos decola para o Haiti

 

Também foram enviadas ao Haiti 17 toneladas de alimentos, água, remédios e equipamentos de resgate. Quatro cães farejadores seguiram na aeronave para ajudar na busca de corpos e sobreviventes da tragédia.
Não há um número oficial de vítimas, mas autoridades haitianas temem que elas possam chegar aos milhares. Entre as mortes confirmadas por outros governos, há 15 brasileiros --14 militares e a médica e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns.
O avião, que deixou o Rio na manhã de hoje, seguiu de Brasília para Boa Vista, onde faz uma última escala antes de aterrissar em Porto Príncipe.
A decolagem estava prevista para esta quarta-feira, mas foi adiada para permitir que o mesmo avião levasse as 17 toneladas de água e alimentos de primeira necessidade embarcadas no Rio de Janeiro, assim como parte das equipes que vão ajudar nos resgates.
A viagem rumo ao Haiti demora 13 horas e o avião deve chegar apenas na sexta-feira ao país do Caribe.
A FAB deve enviar também nesta quinta-feira o seu Hospital de Campanha (HCAMP) para auxiliar no atendimento aos feridos. O HCAMP é um hospital móvel, utilizado para curto período de internação e destinado a atender feridos em combate. Ele é composto de barracas climatizadas e que podem ser montadas em diversas configurações, dependendo da necessidade.
No Haiti, a unidade estará em sua configuração completa, com módulos adicionais para internações de curto período, além dos que servem ao atendimento ambulatorial. O HCAMP atenderá assim urgências e emergências, incluindo cirurgias e atendimento a pacientes graves.

Fonte:O Documento

09 janeiro, 2010

Caças suecos x franceses: colisão política à vista

 

Quando o presidente Lula retornar a Brasília nesta semana, depois de ter passado o recesso de ano-novo refrescando-se nas águas tranquilas da Praia de Inema, na Bahia, pousará sem paraquedas na primeira encrenca política de 2010. Os brigadeiros da Força Aérea finalmente encerraram a licitação para escolher qual modelo de caça substituirá a envelhecida frota do país – e fizeram o favor de optar pelo avião que o presidente não quer. Após meses de exaustivos testes em voo e de criteriosas análises tecnológicas dos caças Rafale, da França, F-18 Super Hornet, dos Estados Unidos, e Gripen, da Suécia, os militares decidiram-se pelo último.
Trata-se de um investimento estratosférico: o governo pretende gastar cerca de 10 bilhões de reais na compra de 36 caças. São 10 bilhões de motivos para barulho, como ficou evidente na semana passada depois da revelação do relatório técnico da Aeronáutica. Para os militares, que tiveram o apoio sigiloso da Embraer, os aviões escolhidos constituem o melhor negócio porque são mais baratos, mais eficientes, gastariam menos quando fossem à oficina e, sobretudo, permitiriam a transferência integral de alta tecnologia à Força Aérea e também à Embraer. O único defeito: são aviões suecos, não franceses.

Fonte:Revista Veja

08 janeiro, 2010

"A responsabilidade é minha"

 

WASHINGTON

Barack Obama assumiu a responsabilidade pelas falhas na segurança que acabaram dando margem para o atentado frustrado contra um avião no Natal, quando um nigeriano quase conseguiu explodir um voo de Amsterdã para Detroit, o que só não ocorreu por uma falha no explosivo. "Quando o sistema falha, a responsabilidade é minha", disse o presidente.
Para evitar outros ataques no futuro, Barack Obama anunciou mudanças urgentes, entre as quais o reforço na vistoria dos passageiros e a ampliação da lista de terrorismo. Uma das recomendações é que o Departamento de Estado revija a maneira como emite e revoga vistos. A secretária Janet Napolitano, que viajará à Espanha para buscar medidas mais eficientes de segurança para a aviação mundial, antecipou que os EUA devem instalar 300 scanners avançados em todo o país. "Estou menos interessado em repassar a culpa do que em aprender e corrigir esses erros para que nós fiquemos mais seguros", disse Barack Obama na Casa Branca.
O relatório da Casa Branca também detalhou as descobertas iniciais sobre o ataque frustrado ao avião, que as autoridades atribuíram a Umar Farouk Abdulmutallab, 23 anos, que foi ligado a um ramo da Al Qaeda baseado no Iêmen. A documentação mostrou ainda que a inteligência falhou ao não dedicar recursos suficientes para lidar com a ameaça da Al Qaeda na Península Arábica.
O governo dos EUA tinha informação para evitar a tentativa. Embora o nome de Abdulmutallab estivesse em um banco de dados, esse detalhe não foi descoberto antes que embarcasse para Detroit, disse o documento.
Ao divulgar o material, Barack Obama pode estar tentando não apenas amenizar os temores da população, mas também minimizar os danos políticos ao governo antes das audiências do Congresso que vão discutir o assunto. Não é de hoje que os republicanos estão tentando pintar o presidente democrata como fraco em questões de segurança nacional. O objetivo é um só: faturar politicamente.

Fonte:A notícia

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